2010 começa viajando... (parte II de II)
*Para (continuar) lendo ouvindo:
O terceiro dia começou em Echaporã, cidade com quase 7000 habitantes na região de Marília. Novamente encontramos um posto onde o monitor ainda não tinha feito capacitação, mas o responsável institucional sim. Ele repassou as informações para o rapaz que estava no Acessa no momento em que chegamos. Outra situção que se repetiu foi o fato de alguém ligado ao Acessa na cidade ser o responsável por praticamente todas as iniciativas de tecnologia da cidade (e, como nesse caso até de algumas cidades vizinhas). Essa é uma característica que pode ser mais bem explorada pelo trabalho que desenvolvemos junto ao programa.
De Echaporã, voltamos rapidamente para Marília onde tínhamos dormido para visitar o posto que estava fechado no momento que chegamos no dia anterior. Ali está também um dos postos mais antigos do programa.
Dali fomos para Ocauçú. O posto fica dentro do prédio da prefeitura e no mesmo andar da câmara municipal. Conversando com a monitora Francine (que trabalha no Acessa durante o dia e a noite é professora na rede municipal da cidade), ela relatou um conflito que existe no local. Por conta do grande fluxo de crianças e adolescentes no local, os vereadores querem a saída do Acessa do prédio. Anteriormente na mesma sala funcionava apenas a bilbioteca. Com a chega do projeto, o espaço se tronou um ponto de encontro dos jovens da cidade. Francine me disse que tenta controlar o volume das conversas. Mas, claro, isso é muito difícil. Antes de sair da cidade, um momento tenso: tomando um copo de água na copa, começamos a ouvir o som de uma "ave maria" tocado em volume alto. Todos no local pedem silêncio. A música não para. Começo a ficar com medo. Um minuto depois uma voz gutural anuncia a morte de um cidadão de quase 100 anos. É o costume local. Anunciar a morte de pessoas pelo alto-falante da praça.
Em seguida, uma parada rápida em Ribeirão do Sul para deixar a placa de inaguração do posto. Talvez tenha sido a cidade mais"caipira" que já. Terra vermelha, as pessoas andando descalças pela rua, de chapéu... um visual incrível. Viveria ali pelo resto da minha vida... Quando chegamos ficamos sabendo que o posto estava fechado por conta de uma reforma que estava sendo feita no prédio do posto de saúde. O Akira cobrou da prefeitura que a situação fosse rapidamente resolvida. No dia seguinte ele recebeu uma ligação durante o café da manhã informando que o posto seria reaberto na semana seguinte.
Terminanos o dia em Ourinhos. Lá reenconctrei o Luiz Fabiano, responsável institucional pelo posto que já tinha participado da capacitação comigo. O posto tambémé um dos mais antigos do programa, porém está igualmente bem conservado. E só lá, tendo mais tempo de conversar, é que soube da história de vida do Fabiano. Ele é ex-jogador de futebol. Já jogou no Palmeiras, CSA e times do Vietnã. Aqui um video com suas melhores jogadas:
No dia seguinte começamos a nossa volta para São Paulo. Começamos passando por Águas de Santa Bárbara. O posto está instalado dentro de um casarão onde funciona a biblioteca do município e também um telecentro do GESAC. Esse casarão fica dentro do parque das águas da cidade. Acho que o local mais bonito onde existe um posto do Acessa. E fucniona todos os dias. Inclusive em feriados.
Depois fomos para Iaras, onde finalmente pude conhecer a monitora Viviane. O Akira sempre me falava dela, mas como eu nunca tinha trabalhado em capacitação com ela, ficava difícil imaginar a dimensão do trabalho dela. Com dez minutos de conversa, percebi que ela é sim uma das melhores monitoras que temos no programa. Assim como o monitor de Duartina, a Viviane também está no programa desde 2002. E é uma lutadora. Fiquei impressionado com os projetos que ela já fez, com as ações que ela já fez em prol dos usuários, com a preocupação que ela tem pela comunidade... foi mais um posto onde eu mais ouvi do que falei. E quero continuar a ouvi-la. Convidei-a para dividir comigo a capacitação da Rede de Projetos em fevereiro. Tenho muito a aprender com ela.
Nossa viagem terminou em Cerquilho conversando com o Vynicius do projeto Nota Fiscal Paulista e com o Zé Roberto que, assim como em outras cidades é "o" cara da inclusão digital na cidade. No mesmo prédio funciona também o programa de inclusão digital da prefeitura onde são ministrados cursos para população. E assim como nas outras visitas, mais ouvi do que falei. Procurei absorver o máximo da vivência deles para acrescentar a minha experiência de trabalho.
Foi uma viagem de aprendizado. Passar por 16 cidades em 4 dias foi um curso intensivo sobre como funciona o AcessaSP no oeste do estado. Mas eu quero mais. E assim que aparecer outra oportunidade de acompanhar um gestor numa semana de viagens estarei lá. Uma oportunidade de aprendizado como esse não pode ser desperdiçado.
(fim do volume 2)












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